Jesus é Deus conosco, Emanuel. O grande
mistério de Deus ao se tornar humano é seu
desejo de ser amado por nós. Ao se tornar
uma criança vulnerável, completamente
dependente de cuidado humano, Ele quer
eliminar toda a distância entre o humano e
o divino.
Quem pode ter medo de uma pequena
criança que precisa ser alimentada, cuidada,
ensinada e guiada? Normalmente falamos de
Deus como o Deus onipotente, Todo-Poderoso,
de quem dependemos totalmente. Mas Ele quis
se tornar o Deus não-onipotente, todo-vulnerável,
que depende completamente de nós. Como
podemos ter medo de um Deus que deseja
ser "Deus conosco" e que nos tornemos
"Nós-com-Deus"?
Henri Nouwen (Extraído do site do Ricardo Gondim)
O Deus conosco
INSCRIÇÃO PARA UM PORTÃO DE CEMITÉRIO
"Na mesma pedra se encontram,
Conforme o povo traduz,
Quando se nasce - uma estrela,
Quando se morre - uma cruz.
Mas quantos que aqui repousam
Hão de emendar-nos assim:
"Ponham-me a cruz no princípio...
E a luz da estrela no fim!"
Mario Quintana
Crônicas de um coração agradecido
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Ausência de Deus
Hoje acordei com a sensação de ausência do Divino.
A dor no músculo do meu coração reflete nas minhas razões.
Não consigo imaginar Deus hoje na minha vida.
Penso, mas não consigo tocar; falo, mas não consigo dizer; choro apenas lágrimas secas e utópicas .
Estou vivendo nestes dias, a angústia que não me larga, que aperta e dilacera meus pensamentos e arrasta meus sentimentos para o vazio.
Estou como Davi quando era perseguido por Saul; estou como Jó, quando Deus passa ao seu lado e ele diz: Ele esteve aqui e eu não o senti, passou por mim e não percebi.
Deus!!! Deus!!! Quanta dor!!! Que aflição!!! Que desespero!!!
Poucos amigos... Quase nenhum... Quem pode entender a minha mais profunda dor?
Tento respirar, mas não consigo trazer o ar aos pulmões e só vem choro.
Estou me debatendo, tento escapar, mas algo me laçou, algo me abraçou, algo me abduziu, e não sei o quê.
O peito da minha alma está eclodindo sobre todas as minhas razões... Meu mal é ter muitas razões...
Meu desejo hoje é que existisse um punhal espiritual e eu pudesse fazer uma incisão de maneira profunda e arrancar tudo que está me matando.
Arrancar a sensação da ausência de Deus; a sensação de não me sentir amado; a sensação de me sentir só nesta caminhada.
Espero ansiosamente a visita do meu Deus num destes dias; eu sei que Ele virá, pois de tempos em tempos Ele vem!
Deus... Estou te esperando... Não demore...
Te amo tanto! Ainda que em muitos momentos, eu não te veja.
Sergio Paschoal no blog: Fagulhas do Divino no humano Leia Mais…
Deus,tu sempre estás comigo....desculpa pela minha ausência! Parte 2
Divago sobre Deus e isso não me garante morrer e ir pra perto dele. Publico textos sobre ele no meu blog e isso não garante ter comunhão com ele. Por muitas vezes falo sobre ele com amigos,e quem garante que tenho a presença dele? Acho que nosso relacionamento com Deus é algo de quem está simplesmente passeando com o amigo( o melhor amigo),acho que é por isso que Jesus disse que nós somos seus amigos,porque não disse irmãos? Não é mais próximo? Afinal, irmão é família,é algo mais "em casa",tsc,tsc.
O que revelo ao meu amigo,não é nada comparado ao que revelamos a irmãos,pais,é algo mais íntimo, o que aconteceu com o "ficar" naquela noite é algo que só pode ser dito ao melhor amigo,loucura mamãe saber o que eu fazia com as meninhas que eu ficava! diz o jovem.
Por vezes,Jesus é esse amigo que não espera nada de mim,a amizade é unilateral,só existe uma parte que considera o amigo e essa parte sempre é Jesus. Sou sempre quem desvaloriza essa comunhão. Enquanto caminho e me sinto,as vezes,pressionado por Jesus em fazer a coisa certa,sem deslizes,sem fraude e desonestidades,me sinto,como posso dizer......sufocado! É isso,sufocado por Jesus!
Tento me desfazer dessa amizade e não consigo,é ela que me alívia quando estou cansado e me dá coragem pra revelar os meus podres (só revelo pra ele,nunca pra minha esposa,cadê a coragem?) Quando sinto que estou sendo seguido por ele crio coragem e pergunto: " O que você quer de mim,sempre estás na minha cola"? e ele sempre me responde: " Não quero nada de você,ainda não percebeu? Quero apenas caminhar com você,posso"? Sempre digo sim pra ele,afinal Deus,Tu sempre estás comigo! Thyêgo Militão
Eu creio em Jesus se ele não passar dos limites
Quem namora
Namorar é uma forma bonita
de viver um amor.
Namorados que se
prezem gostam de
beijos, suspiros,
morderem o
mesmo pastel,
dividir a empada,
beber no mesmo
copo.
Namora quem sonha,
quem teima, quem vive
morrendo de amor e quem
morre vivendo de amar.
Artur da Távola
A VIDA ENSINA

Se você pensa que sabe; que a vida lhe mostre o quanto não sabe.
Se você é muito simpático mas leva meia hora para concluir seu pensamento; que a vida lhe ensine que explica melhor o seu problema, aquele que começa pelo fim.
Se você faz exames demais; que a vida lhe ensine que doença é como esposa ciumenta: se procurar demais, acaba achando. Se você pensa que os outros é que sempre são isso ou aquilo; que a vida lhe ensine a olhar mais para você mesmo.
Se você pensa que viver é horizontal, unitário, definido, monobloco; que a vida lhe ensine a aceitar o conflito como condição lúdica da existência.Tanto mais lúdica quanto mais complexa.
Tanto mais complexa quanto mais consciente.Tanto mais consciente quanto mais difícil.
Tanto mais difícil quanto mais grandiosa. Se você pensa que disponibilidade com paz não é felicidade; que a vida lhe ensine a aproveitar os raros momentos em que ela (a paz) surge.
Que a vida ensine a cada menino a seguir o cristal que leva dentro, sua bússola existencial não revelada, sua percepção não verbalizável das coisas, sua capacidade de prosseguir com o que lhe é peculiar e próprio, por mais que pareçam úteis e eficazes as coisas que a ele, no fundo, não soam como tais, embora façam aparente sentido e se apresentem tão sedutoras quanto enganosas. Que a vida nos ensine, a todos, a nunca dizer as verdades na hora da raiva.
Que desta aproveitemos apenas a forma direta e lúcida pela qual as verdades se nos revelam por seu intermédio; mas para dizê-las depois. Que a vida ensine que tão ou mais difícil do que ter razão, é saber tê-la. Que aquele garoto que não come, coma.
Que aquele que mata, não mate. Que aquela timidez do pobre passe.
Que a moça esforçada se forme. Que o jovem jovie.
Que o velho velhe. Que a moça moce. Que a luz luza. Que a paz paze.
Que o som soe. Que a mãe manhe. Que o pai paie. Que o sol sole. Que o filho filhe. Que a árvore arvore.
Que o ninho aninhe. Que o mar mare. Que a cor core. Que o abraço abrace. Que o perdão perdoe.
Que tudo vire verbo e verbe. Verde. Como a esperança. Pois, do jeito que o mundo vai, dá vontade de apagar e começar tudo de novo. A vida é substantiva, nós é que somos adjetivos.
(Crônica de Artur da Távola)
Afinidade

Afinidade é um dos poucos sentimentos
que resistem ao tempo e ao depois
A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo para o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado. Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. Mas quem sente com, avalia sem se contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidade vividas.
Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar. E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.
(Artur da Távola)
Ao Deus Desconhecido: A oração de Nietzsche

“Antes de prosseguir o meu caminho e lançar o meu olhar para a frente, uma vez mais elevo, só, as minhas mãos a Ti na direção de quem fujo.
A Ti, das profundezas do meu coração, tenho dedicado altares festivos para que, em cada momento, a Tua voz me pudesse chamar.
Sobre estes altares estão gravadas em fogo estas palavras: “Ao Deus desconhecido.
Teu, sou eu, embora até ao presente me tenha associado aos sacrilégios.
Teu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo.
Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servir-Te.
Eu quero conhecer-Te, desconhecido.
Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida.
Tu, o incompreensível, mas meu semelhante, quero conhecer-Te, quero servir-Te só a Ti.”
O prazer imerecido de errar!
Pensando bem em tudo o que a gente vê e vivencia
e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente.
Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa faz tudo certinho!
Chega na hora certa, fala as coisas certas,
faz as coisas certas, mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça, perder a hora, morrer de amor...
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
que é pra na hora que vocês se encontrarem
a entrega ser muito mais verdadeira.
A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa.
Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas.
Essa pessoa vai tirar seu sono.
Essa pessoa talvez te magoe e depois te enche de mimos pedindo seu perdão.
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar 100% da vida dela esperando você.
Vai estar o tempo todo pensando em você.
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo,
porque a vida não é certa.
Nada aqui é certo!
O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo,
querendo,conseguindo...
E só assim, é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"
Quando na verdade, tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra
gente...
Limites
Por Mônica Monastério (Madrid-Espanha).
Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos, os erros de nossos progenitores e com o esforço de abolirmos os abusos do passado somos os pais mais dedicados e compreensivos, mas, por outro lado,os mais bobos e inseguros que já houve na história.
O grave é que estamos lidando com crianças mais “espertas” do que nós, ousadas, e mais “poderosas” que nunca!
Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo ao outro.
Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos.
E os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos.
E,o que é pior os últimos que respeitamos nossos pais e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito.
À medida que o permissível substituiu o autoritarismo,os termos das relações familiares mudou de forma radical para o bem e para o mal.
Com efeito, antes se considerava um bom pai, aquele cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens, e os tratavam com o devido respeito.
E bons filhos, as crianças que eram formais, e veneravam seus pais, mas à medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram se desvanecendo hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco o respeitem.
E são os filhos, quem agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver.
E que além disso, que patrocinem no que necessitarem para tal fim.
Quer dizer ;os papéis se inverteram.
Agora são os pais que têm que agradar a seus filhos para “ganhá-los” e não o inverso como no passado.
Isto explica o esforço que fazem tantos pais e mães para serem os melhores amigos e “darem tudo”a seus filhos.
Dizem que os extremos se atraem.
Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo aos nos verem tão débeis e perdidos como eles.
Os filhos precisam perceber que durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter e de guiá-los, enquanto não sabem para onde vão.
É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.
Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca.
Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente e não atrás, carregando-os e rendidos às suas vontades.
Os limites abrigam o indivíduo.
Com amor ilimitado e profundo respeito.
Ricardo Gondim
A Saúde da Fé.....
Nossa existência só faz boa síntese quando o Passado é discernido, o Presente é crido, e o Futuro habita o chão da confiança em nosso coração.
A Graça que inclui gente...
O Evangelho que nos inclui em Cristo é o mesmo que de nós exclui, também em Cristo, tudo aquilo que não é conforme o Espírito de Cristo.
A porta estreita do amor...
A porta é estreita, e poucos são os que se deixam seduzir pelo encanto do amor pela vida, que é também paz e alegria simples.
A doce transformação do ser...
Toda transformação espiritual é fruto do encontro da Graça e da Verdade no coração humano; e somente no coração humano!
Amadurecimento (Mario Quintana)
William Black
Citado por Philip Yancey no livro:"O Jesus que eu nunca conheci"







