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O Deus conosco

Jesus é Deus conosco, Emanuel. O grande
mistério de Deus ao se tornar humano é seu
desejo de ser amado por nós. Ao se tornar
uma criança vulnerável, completamente
dependente de cuidado humano, Ele quer
eliminar toda a distância entre o humano e
o divino.
Quem pode ter medo de uma pequena
criança que precisa ser alimentada, cuidada,
ensinada e guiada? Normalmente falamos de
Deus como o Deus onipotente, Todo-Poderoso,
de quem dependemos totalmente. Mas Ele quis
se tornar o Deus não-onipotente, todo-vulnerável,
que depende completamente de nós. Como
podemos ter medo de um Deus que deseja
ser "Deus conosco" e que nos tornemos
"Nós-com-Deus"?

Henri Nouwen (Extraído do site do Ricardo Gondim)

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INSCRIÇÃO PARA UM PORTÃO DE CEMITÉRIO

"Na mesma pedra se encontram,
Conforme o povo traduz,
Quando se nasce - uma estrela,
Quando se morre - uma cruz.
Mas quantos que aqui repousam
Hão de emendar-nos assim:
"Ponham-me a cruz no princípio...
E a luz da estrela no fim!"

Mario Quintana

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Crônicas de um coração agradecido





       Deus,obrigado por tudo!Pela alegria,porque por ela eu soube o quanto é bom sorrir,pelas tristezas,porque por elas eu soube que sempre terei que chorar.  Obrigado por meu pai,porque por ele me deu vontade de também ser pai.  Obrigado por minha mãe,porque por ela eu soube ter esperança(ela sabe do que estou falando!).  Obrigado por meus irmãos,porque soube o quanto é bom pedir perdão(eles também sabem do que estou falando!).  Obrigado pela solidão,porque aprendi o quanto é bom de vez em quando estar sozinho.  Obrigado pelas boas companhias,porque por elas aprendi a ter comunhão.  Obrigado também pelas más companhias,pq por elas aprendi a olhar com teus olhos.  Obrigado pelos "romances",tú me deixou mais "calejado",mais experiente. Te agradeço pelo momento que estou vivendo,porque tu é aquele que transforma o mau em bem,rsrsrs,e nesse momento,também te agradeço por ela,(ela ñ sabe do que estou dizendo),porque por ela estou aprendendo a ser mais compreensivo e que nem sempre as pessoas são do jeito que nós queremos,mas que um dia nós seremos do jeito que elas queriam que nós fossemos(tú nos fez moldáveis),obrigado meu Deus por tudo isso!... Ah e não esqueci não,obrigado por tua presença,porque por ela eu soube o quanto é bom viver!!!          Meu irmãozão expondo seus pensamentos acerca da vida (Thyago Germano).

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Ausência de Deus



Hoje acordei com a sensação de ausência do Divino.
A dor no músculo do meu coração reflete nas minhas razões.

Não consigo imaginar Deus hoje na minha vida.
Penso, mas não consigo tocar; falo, mas não consigo dizer; choro apenas lágrimas secas e utópicas .
Estou vivendo nestes dias, a angústia que não me larga, que aperta e dilacera meus pensamentos e arrasta meus sentimentos para o vazio.
Estou como Davi quando era perseguido por Saul; estou como Jó, quando Deus passa ao seu lado e ele diz: Ele esteve aqui e eu não o senti, passou por mim e não percebi.
Deus!!! Deus!!! Quanta dor!!! Que aflição!!! Que desespero!!!
Poucos amigos... Quase nenhum... Quem pode entender a minha mais profunda dor?
Tento respirar, mas não consigo trazer o ar aos pulmões e só vem choro.
 Estou me debatendo, tento escapar, mas algo me laçou, algo me abraçou, algo me abduziu, e não sei o quê.
 O peito da minha alma está eclodindo sobre todas as minhas razões... Meu mal é ter muitas razões...
Meu desejo hoje é que existisse um punhal espiritual e eu pudesse fazer uma incisão de maneira profunda e arrancar tudo que está me matando.
Arrancar a sensação da ausência de Deus; a sensação de não me sentir amado; a sensação de me sentir só nesta caminhada.
Espero ansiosamente a visita do meu Deus num destes dias; eu sei que Ele virá, pois de tempos em tempos Ele vem!
Deus... Estou te esperando... Não demore...
Te amo tanto! Ainda que em muitos momentos, eu não te veja.
Sergio Paschoal no blog: Fagulhas do Divino no humano 

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Deus,tu sempre estás comigo....desculpa pela minha ausência! Parte 2

         Divago sobre Deus e isso não me garante morrer e ir pra perto dele. Publico textos sobre ele no meu blog e isso não garante ter comunhão com ele. Por muitas vezes falo sobre ele com amigos,e quem garante que tenho a presença dele?  Acho que nosso relacionamento com Deus é algo de quem está simplesmente passeando com o amigo( o melhor amigo),acho que é por isso que Jesus disse que nós somos seus amigos,porque não disse irmãos?  Não é mais  próximo? Afinal, irmão é família,é algo mais "em casa",tsc,tsc.
         O que revelo ao meu amigo,não é nada comparado ao que revelamos a irmãos,pais,é algo mais íntimo, o que aconteceu com o "ficar" naquela noite é algo que só pode ser dito ao melhor amigo,loucura mamãe saber o que eu fazia com as meninhas que eu ficava! diz o jovem.
         Por vezes,Jesus é esse amigo que não espera nada de mim,a amizade é unilateral,só existe uma parte que considera o amigo e essa parte sempre é Jesus. Sou sempre quem desvaloriza essa comunhão.  Enquanto caminho e me sinto,as vezes,pressionado por Jesus em fazer a coisa certa,sem deslizes,sem fraude e desonestidades,me sinto,como posso dizer......sufocado!  É isso,sufocado por Jesus!
         Tento me desfazer dessa amizade e não consigo,é ela que me alívia quando estou cansado e me dá coragem pra revelar os meus podres (só revelo pra ele,nunca pra minha esposa,cadê a coragem?)  Quando sinto que estou sendo seguido por ele crio coragem e pergunto: " O que você quer de mim,sempre estás na minha cola"? e ele sempre me responde: " Não quero nada de você,ainda não percebeu? Quero apenas caminhar com você,posso"?  Sempre digo sim pra ele,afinal Deus,Tu sempre estás comigo!    Thyêgo Militão                             

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Eu creio em Jesus se ele não passar dos limites


       Pessoas podem “aceitar” coisas em nome de Deus por razões que não se pode explicar...
Jesus nos mostra como por trás de decisões humanas importantes na maioria das vezes a motivação é perversa...
Por exemplo, em João capitulo oito, Jesus diz coisas subjetivas e difíceis de entender, e, o resultado, é que os judeus que antes indagavam quem Ele era e por que dizia o que dizia, de súbito dizem agora “crer” Nele.
A esses tais Jesus disse que eles deveriam permanecer em Seus palavras a fim de que de fato se tornassem Seus discípulos [nada mais natural e óbvio...]; e acrescentou que se permanecessem em Sua Palavra eles haveriam de conhecer a verdade no intimo, e que a verdade os libertaria...
Quando Jesus usou o verbo “libertar”, eles, os judeus que haviam crido Nele, de repente se eriçaram...
Indagaram...
Nós somos descendentes de Abraão, já sobrevivemos a todos os cativeiros e dominios imperiais sem nos rendermos, e agora nem os romanos nos escravizam a alma, como pode você dizer que seremos libertos, se nunca fomos escravos?
Jesus explicou que falava de escravidão interior, do pecado... No entanto, o condicionamento cultural, político, ideológico, étnico, racial, genético, etc. — eram elementos mais fortes neles do que a tal da nova fé em Jesus.
Reagiram... Zangaram-se... Ficaram brabos...
Jesus replicou... Não deixou passar... Prosseguiu... Provocou...
O assunto do pedigree continuou...
Jesus disse que sabia que eles eram da ancestralidade de Abraão... Mas afirmou que espiritualmente a ancestralidade deles era outra, provinha de outro espírito... De fato era do diabo que eles se faziam filhos, pela mentira, pela incapacidade de se auto-encararem na verdade, e pelo ódio assassino que os habitava até quando falavam de fé...
Eles ficaram com ódio...
Partiram para a ignorância...
Disseram que estavam certos desde o principio, pois diziam que Jesus era samaritano e tinha demônios...
Assim, a “fé” que começa como uma adesão à subjetividade “profunda” do ensino quase esotérico de Jesus no contexto antecedente, de súbito se torna outra coisa..., e termina com a afirmação dos que tinham antes dito que haviam “crido em Jesus” — que... desde sempre haviam sabido que Jesus era de uma casta inferior [samaritano] e que tinha demônios agindo em sua vida...
Jesus, no entanto, nunca esteve animado com aquela “fé” tão “pronta e rápida”, pois, prosseguiu chamando-os para as implicações da confissão de fé, que é a entrega à verdade que nos liberta das doenças do pecado e de suas escravidões...
Do mesmo modo há muitos que são discípulos apenas do Jesus que não entendem, pois, quando Jesus os força a entenderem que ser discípulo não é achar Jesus o máximo, mas sim render-se ao reino da verdade no coração, então, a “fé” vira “ódio” e a “confissão” se torna “blasfêmia”...
É por esta razão que muitos “crentes” ficam com raiva do “evangelho”, ainda que para isso tenham que inventar histórias ou fazer do mensageiro um “samaritano e endemoninhado”...
Este é o nível da entrada do Evangelho como amargor nas entranhas do engano...
Em geral esse é um conflito apenas de crentes...
 
Pense nisso!...
 
Nele,
 
Caio
12 de setembro de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

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Quem namora




Quem namora agrada a Deus.
Namorar é uma forma bonita
de viver um amor.
Namorados que se
prezem gostam de
beijos, suspiros,
morderem o
mesmo pastel,
dividir a empada,
beber no mesmo
copo.
Namora quem sonha,
quem teima, quem vive
morrendo de amor e quem
morre vivendo de amar.

Artur da Távola

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A VIDA ENSINA


Se você pensa que sabe; que a vida lhe mostre o quanto não sabe.
Se você é muito simpático mas leva meia hora para concluir seu pensamento; que a vida lhe ensine que explica melhor o seu problema, aquele que começa pelo fim.
Se você faz exames demais; que a vida lhe ensine que doença é como esposa ciumenta: se procurar demais, acaba achando. Se você pensa que os outros é que sempre são isso ou aquilo; que a vida lhe ensine a olhar mais para você mesmo.
Se você pensa que viver é horizontal, unitário, definido, monobloco; que a vida lhe ensine a aceitar o conflito como condição lúdica da existência.Tanto mais lúdica quanto mais complexa.
Tanto mais complexa quanto mais consciente.Tanto mais consciente quanto mais difícil.
Tanto mais difícil quanto mais grandiosa. Se você pensa que disponibilidade com paz não é felicidade; que a vida lhe ensine a aproveitar os raros momentos em que ela (a paz) surge.
Que a vida ensine a cada menino a seguir o cristal que leva dentro, sua bússola existencial não revelada, sua percepção não verbalizável das coisas, sua capacidade de prosseguir com o que lhe é peculiar e próprio, por mais que pareçam úteis e eficazes as coisas que a ele, no fundo, não soam como tais, embora façam aparente sentido e se apresentem tão sedutoras quanto enganosas. Que a vida nos ensine, a todos, a nunca dizer as verdades na hora da raiva.
Que desta aproveitemos apenas a forma direta e lúcida pela qual as verdades se nos revelam por seu intermédio; mas para dizê-las depois. Que a vida ensine que tão ou mais difícil do que ter razão, é saber tê-la. Que aquele garoto que não come, coma.
Que aquele que mata, não mate. Que aquela timidez do pobre passe.
Que a moça esforçada se forme. Que o jovem jovie.
Que o velho velhe. Que a moça moce. Que a luz luza. Que a paz paze.
Que o som soe. Que a mãe manhe. Que o pai paie. Que o sol sole. Que o filho filhe. Que a árvore arvore.
Que o ninho aninhe. Que o mar mare. Que a cor core. Que o abraço abrace. Que o perdão perdoe.
Que tudo vire verbo e verbe. Verde. Como a esperança. Pois, do jeito que o mundo vai, dá vontade de apagar e começar tudo de novo. A vida é substantiva, nós é que somos adjetivos.


(Crônica de Artur da Távola)

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Afinidade



Afinidade é um dos poucos sentimentos
que resistem ao tempo e ao depois



A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente.

Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.

Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo para o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial.

Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.

Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.

Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado. Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.

Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.

Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. Mas quem sente com, avalia sem se contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidade vividas.

Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar. E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.

(Artur da Távola)

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Ao Deus Desconhecido: A oração de Nietzsche


“Antes de prosseguir o meu caminho e lançar o meu olhar para a frente, uma vez mais elevo, só, as minhas mãos a Ti na direção de quem fujo.

A Ti, das profundezas do meu coração, tenho dedicado altares festivos para que, em cada momento, a Tua voz me pudesse chamar.

Sobre estes altares estão gravadas em fogo estas palavras: “Ao Deus desconhecido.

Teu, sou eu, embora até ao presente me tenha associado aos sacrilégios.

Teu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo.

Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servir-Te.

Eu quero conhecer-Te, desconhecido.

Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida.

Tu, o incompreensível, mas meu semelhante, quero conhecer-Te, quero servir-Te só a Ti.”

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O prazer imerecido de errar!

Pensando bem em tudo o que a gente vê e vivencia
e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente.
Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa faz tudo certinho!
Chega na hora certa, fala as coisas certas,
faz as coisas certas, mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça, perder a hora, morrer de amor...
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
que é pra na hora que vocês se encontrarem
a entrega ser muito mais verdadeira.
A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa.
Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas.
Essa pessoa vai tirar seu sono.
Essa pessoa talvez te magoe e depois te enche de mimos pedindo seu perdão.
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar 100% da vida dela esperando você.
Vai estar o tempo todo pensando em você.
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo,
porque a vida não é certa.
Nada aqui é certo!
O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo,
querendo,conseguindo...
E só assim, é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"
Quando na verdade, tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra
gente...

Luis Fernando Veríssimo

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Limites

Por Mônica Monastério (Madrid-Espanha).


Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos, os erros de nossos progenitores e com o esforço de abolirmos os abusos do passado somos os pais mais dedicados e compreensivos, mas, por outro lado,os mais bobos e inseguros que já houve na história.

O grave é que estamos lidando com crianças mais “espertas” do que nós, ousadas, e mais “poderosas” que nunca!

Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo ao outro.

Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos.

E os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos.

E,o que é pior os últimos que respeitamos nossos pais e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito.

À medida que o permissível substituiu o autoritarismo,os termos das relações familiares mudou de forma radical para o bem e para o mal.

Com efeito, antes se considerava um bom pai, aquele cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens, e os tratavam com o devido respeito.

E bons filhos, as crianças que eram formais, e veneravam seus pais, mas à medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram se desvanecendo hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco o respeitem.

E são os filhos, quem agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver.

E que além disso, que patrocinem no que necessitarem para tal fim.

Quer dizer ;os papéis se inverteram.
Agora são os pais que têm que agradar a seus filhos para “ganhá-los” e não o inverso como no passado.

Isto explica o esforço que fazem tantos pais e mães para serem os melhores amigos e “darem tudo”a seus filhos.

Dizem que os extremos se atraem.
Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo aos nos verem tão débeis e perdidos como eles.

Os filhos precisam perceber que durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter e de guiá-los, enquanto não sabem para onde vão.

É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.

Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca.

Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente e não atrás, carregando-os e rendidos às suas vontades.

Os limites abrigam o indivíduo.
Com amor ilimitado e profundo respeito.

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Ricardo Gondim


Na história, claudico com idas e vindas. Na alma, desconheço contorno. Na flor da pele, fujo do hiato futuro e sofro a melancolia do passado. Nos olhos, contemplo história e irrealidade com igual paixão. No secreto, mastigo fastios e alegrias sem medo do destino.

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A Saúde da Fé.....



Nossa existência só faz boa síntese quando o Passado é discernido, o Presente é crido, e o Futuro habita o chão da confiança em nosso coração.
A Graça que inclui gente...
O Evangelho que nos inclui em Cristo é o mesmo que de nós exclui, também em Cristo, tudo aquilo que não é conforme o Espírito de Cristo.
A porta estreita do amor...
A porta é estreita, e poucos são os que se deixam seduzir pelo encanto do amor pela vida, que é também paz e alegria simples.
A doce transformação do ser...
Toda transformação espiritual é fruto do encontro da Graça e da Verdade no coração humano; e somente no coração humano!

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Amadurecimento (Mario Quintana)




Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você... A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando... A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar. Mas uma coisa parece estar sempre presente... A busca pela felicidade com o amor da sua vida. Desde pequenas ficamos nos perguntando "quando será que vai chegar?" E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida "será que é ele?". Como diz o meu pai: "nessa idade tudo é definitivo", pelo menos a gente achava que era. Cada namorado era o novo homem da sua vida. Faziam planos, escolhiam o nome dos filhos, o lugar da lua-de-mel e, de repente... PLAFT! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito " do próximo". Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses. Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva. Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido, inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite. Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue "imagem e ação" e se divirta como uma criança, que sorri de felicidade quando te olha, mesmo quando está de short, camiseta e chinelo. A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação já não tem o mesmo valor que tinha antes. A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal, que nos complete e vice-versa. Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos à luta... e haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira. Sem falar na diversidade que vai do Forró aos Beatles. Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer a barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som... Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora. Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama), e que não quer nada com você, definitivamente não é o homem da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você.

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"A visão de Cristo que abrigas,é das minhas a maior inimiga.A tua,tem um nariz grande e torto como o teu,a minha um nariz empinado como o meu.Ambos lemos a Bíblia todo dia.Onde tu lês preto,branco eu lia".


William Black
Citado por Philip Yancey no livro:"O Jesus que eu nunca conheci"

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